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Tudo o que você precisa saber sobre rotas BGP e sua importância para Sistemas Autônomos

Tudo o que você precisa saber sobre rotas BGP e sua importância para Sistemas Autônomos


Para que uma rede possa se conectar a outra e ter uma troca contínua e eficiente de informações é preciso utilizar protocolos que são fundamentais para o funcionamento das redes na internet. O BGP é este protocolo que promove a integração das redes em uma conexão ampla e integrativa dos sistemas autônomos, permitindo que as rotas sejam distribuídas na internet com um tráfego IP eficiente e ininterrupto.

Ou seja, para que o tráfego de IP aconteça com um bom desempenho de conexão na rede é necessário o BGP para uma troca de informações fluida e sem oscilações. E como funciona esse protocolo na prática? Neste artigo nós vamos te explicar tudo sobre as rotas BGP, sua importância para os sistemas autônomos e qual a melhor maneira de manter a segurança da sua rede. Continue sua leitura e confira!

O que é o BGP?

BGP é a sigla para Border Gateway Protocol e é um protocolo com linguagem padrão capaz de conectar várias redes na internet. Essa conexão ocorre por meio de peerings, ou melhor explicando, os peerings utilizam IP’s que são configurados na interface do equipamento de cada sistema autônomo e por meio deles estabelecem a sessão BGP e ela realiza a comunicação de roteamento entre os IP’s dos sistema autônomos. É por promover essa comunicação com redes distintas que o BGP é considerado um protocolo de roteamento, sendo muito importante, inclusive, para as conexões com os sistemas autônomos. 

Para entender o BGP de forma mais simples, podemos afirmar que sem esse protocolo, a internet não funciona! Isso mesmo. Sem o protocolo de roteamento, não é possível realizar pesquisas no Google, nem enviar mensagens por e-mail, conferir as redes sociais, entre todas as outras funções da internet.

O que são sistemas autônomos?

Como vimos anteriormente, o roteamento BGP permite que os sistemas autônomos se conectem entre si trocando informações de rede. E se você não está familiarizado com esta linguagem, provavelmente estará se perguntando: o que são esses sistemas autônomos?

A internet é formada por várias redes conectadas entre si e cada rede é um sistema autônomo que possui um protocolo próprio. Este grupo de redes possui endereços de IP e apresentam uma numeração que identifica esta conexão e permite o roteamento de informações que acontece entre redes diferentes.

Existem diferentes tipos de Sistemas Autônomos: Stub, Multihomed e de Trânsito. Esse conjunto de ASs (Sistemas Autônomos) estão sob o gerenciamento de empresas que possuem um prefixo de IP próprio e que utilizam os protocolos de roteamento de acordo com o seu pacote de tráfego na internet.

Protocolo de roteamento BGP: como funciona?

As diferentes redes que formam a internet utilizam vários protocolos para as suas comunicações na internet. No entanto, algumas desempenham papéis de maior importância para que as conexões aconteçam de forma efetiva e constante e o protocolo BGP é um dos mais importantes na internet. É por meio do BGP que as rotas são distribuídas entre os diversos canais conectados permitindo que o tráfego do IP aconteça sem interrupções ou problemas na rede.

Isso significa que as informações são geradas em cada rede e o protocolo BGP é o responsável por levar essas informações de uma conexão à outra. Neste processo de trocas e integração de redes, o AS é importante por “organizar” o envio e o recebimento de todos os dados trocados na internet. Assim, podemos definir que são Sistemas Autônomos os provedores de serviços de internet, uma grande rede corporativa, ou multinacionais, por exemplo.

Para que uma organização possa ter acesso a um AS próprio é necessário considerar alguns requisitos como:

  • ter uma infraestrutura de rede complexa onde possui mais de um upstream;
  • estar conectado à internet por mais de um upstream ou ter um link de trânsito;
  • possuir um roteador que possua as especificações técnicas de hardware adequadas de acordo com o projeto de conexão;
  • o software do roteador deve ter suporte para os protocolos BGP em AS multihomed;
  • investir na expansão da estrutura de rede e realizar as manutenções devidas.

Um AS não precisa estar diretamente conectado a outro AS para receber suas informações de prefixo. Neste caso, o protocolo BGP faz o roteamento dessa informação e a transmite para outros AS. O BGP analisa os dados coletados e define os melhores destinos pelos quais os pacotes com as informações serão enviados.

Como manter a segurança dos protocolos BGP?

Como o protocolo BGP não possui um mecanismo de segurança, pode acontecer de a rede ficar vulnerável em casos de tentativa de ataques cibernéticos. E mesmo sendo um desafio manter uma rede segura, alguns sistemas foram desenvolvidos para o monitoramento e acompanhamento da rede na internet. Alguns dos cuidados que se pode ter para preservar sua rede de ataques são:

  • procurar aceitar prefixos de outros IPs somente quando houver necessidade;
  • não compartilhar seus prefixos no ambiente virtual;
  • observar a instabilidade de rede;
  • estar atento para casos de aumento de latência;
  • possuir filtro de anti-spoofing configurado no firewall do roteador para evitar que os Ip’s do sistema autônomo sejam utilizados para ataques DDoS;
  • RPKI para permitir a validação de anúncios de rotas via protocolo BGP.
  • participar do programa do MANRS que ajuda a proteger o roteamento global.
  • monitorar interferências ou problemas de conexão.

O excesso de confiança nos protocolos BGP, assim como em outros protocolos, pode levar a situações de ataques cibernéticos capazes de prejudicar os dados e informações de uma empresa gerando grandes prejuízos para o negócio. No entanto, o protocolo BGP pode enfrentar outros problemas, que vão além dos ataques cibernéticos. Alguns incidentes de roteamento podem acontecer por má configuração do roteador ou por bug no software utilizado e também podem ocorrer problemas no endereçamento das redes.

A segurança de um protocolo BGP pode ser aprimorada por meio de uma boa aplicação do roteamento, utilizando filtros e realizando a gestão de risco, com um monitoramento contínuo e adequado para identificar todos os problemas de rede para soluções inteligentes. E, compreendendo o desafio que é tornar a sua rede mais segura e confiável, a UPX desenvolveu uma ferramenta de monitoramento de rotas BGP, o BGP Monitor, totalmente gratuita para clientes do DDoS Defense da UPX.

Este sistema permite monitorar a rede e criar uma estrutura mais segura contra os ataques cibernéticos na internet, preservando com maior eficiência os sistemas empresariais e impedindo a interferência de hackers na rede por meio da mitigação de riscos.

Se você deseja implementar este tipo de sistema na sua empresa e preservar os dados e trocas de informações do seu negócio, entre em contato com nossos profissionais. Contamos com uma equipe especializada para o seu atendimento e invista em um melhor desempenho de rede para o seu negócio.


Data de publicação:

27/07/2022

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