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Tendências de ataques cibernéticos para 2022

Tendências de ataques cibernéticos para 2022


Ataques cibernéticos sempre evoluem. Por isso, é importante saber quais serão as próximas tendências para se manter em proteção e evitar prejuízos.

Nos últimos anos, com o aumento da dependência de sistemas digitais em todos os âmbitos, o número de ataques cibernéticos aumentou bastante. Em 2021, isso ficou ainda mais evidente, com a situação da pandemia que enfrentamos. Diante disso, é fundamental fazer um prognóstico acerca do que enfrentaremos em 2022, de modo a nos preparar para o ano.

Para quem trabalha com cibersegurança, é importante saber quais são as principais ameaças e entender como desenvolver as soluções adequadas. Com uma visão preventiva, é melhor para reduzir custos, impactos negativos dos riscos e chamados por conta da instabilidade.

Saiba mais sobre esse tema nos próximos tópicos. Falaremos sobre a importância da proteção de dados e redes nesse contexto e sobre os principais problemas que serão tendência em 2022.

A importância da cibersegurança

Na pandemia de 2020-2021, ligou-se um novo alerta nas empresas de todo o mundo: a necessidade de organização para a segurança da informação. Afinal, com a emergência do trabalho remoto e o uso de novas ferramentas, tornou-se necessário reforçar as barreiras de proteção para combater possíveis novos ataques cibernéticos.

Segundo Jonas Carvalho, Gerente de Engenharia e Segurança da UPX, a pandemia deu mais tempo para os mal-intencionados pensarem em novas táticas e fortalecerem suas antigas estratégias. Jonas também destaca o fato de que o novo regime de trabalho gerou insegurança, ao colocar pessoas de forma apressada em ambientes desprotegidos, sem as devidas políticas e regras de proteção.

Ou seja, nesse novo momento, os antigos riscos ainda continuam assustadores, mas são complementados por novos problemas. Os criminosos estão sempre em busca de novas formas de atacar sistemas, gerar riscos reais e lucrar de forma indevida.

Diante disso, torna-se importante investir em cibersegurança. Assim, a empresa conseguirá minimizar os riscos e prejuízos, impedir inatividade das aplicações, otimizar a produtividade e diminuir os problemas com os clientes. Desse modo, é viável se manter relevante, com uma boa reputação.

Além de implementar medidas ativas de proteção, com soluções específicas, é preciso também adotar uma postura de segurança, como lembra Jonas Carvalho. Com esse foco, a empresa se mantém ilesa e foge dos impactos negativos desses riscos e ameaças. Como resultado, a organização se expande e cresce, fortalecendo seu nome e sua continuidade no mercado. A segurança funciona como um alicerce para possibilitar que as operações continuem a funcionar de maneira saudável.

Vale lembrar que o Brasil deve se preocupar ainda mais com essas questões. A falta de infraestrutura adequada no país e a implantação de sistemas de baixo custo, com proteção debilitada, podem facilitar o caminho dos criminosos. O aumento do número de pessoas conectadas também gera maior vulnerabilidade. Os padrões que se tornaram comuns em 2020 e 2021 devem continuar em 2022.

As principais ameaças para 2022

A seguir estão as principais tendências em crimes e ataques cibernéticos em 2022.

1. Golpes de serviços financeiros

Os golpes financeiros têm se tornado comuns e fáceis para os cibercriminosos. Envolvem estratégias para roubar dados diretamente ou com táticas avançadas de engenharia social. Com essas investidas, os hackers conseguem acessar informações pessoais e até vazá-las por um preço em outros ambientes.

Na pandemia, o contato com bancos e instituições financeiras foi muito reduzido a sites, e-mails e apps. Por essa razão, os mal-intencionados vão aproveitar que muitas pessoas agora preferem essas opções e vão continuar a explorar brechas nesses usos.

2. Ataques na área da saúde

Outro resultado dos efeitos da pandemia é o aumento do foco na área da saúde. Hackers perceberam que essa área está sensível e que podem extorquir as pessoas com facilidade, quando assuntos relacionados à saúde estão em jogo. Nesse sentido, a tendência é que continuem os ataques a sistemas de hospitais para gerar inatividade, roubos, sequestros de dados e outras táticas.

3. Dispositivos móveis e IoT

Segundo Jonas Carvalho, o grande perigo que ronda o uso de dispositivos inteligentes (IoT) é a compra de produtos de provedores menores, que diminuem os preços para vender mais. Afinal, nesses casos, os produtos podem vir com sérias falhas de segurança, já que essas empresas têm menos expertise para gerenciar a proteção.

Diante disso e do aumento da quantidade desses dispositivos, existe o risco de que eles virem botnets e ajudem em ataques cibernéticos. Há também a ameaça de quebra de privacidade, já que criminosos podem ter acesso remoto do dispositivo.

4. Ameaças de phishing mais personalizadas

Quanto ao phishing, teme-se que eles se tornem mais personalizados e especializados. Ou seja, em vez de mirar um grupo maior e indefinido, os cibercriminosos devem criar uma tática poderosa que atinge especificamente cada pessoa, de modo a roubar os dados com maior eficácia. Simular um e-mail que seja semelhante a um que a pessoa realmente esteja esperando, por exemplo.

Para isso, é preciso um esforço maior para conhecer, monitorar e estudar as vítimas. No caso de pessoas com um alto valor para oferecer, como em posições mais altas da cadeia hierárquica de uma empresa, torna-se mais fácil.

5. Ransomware

O ransomware foi um problema para grandes organizações em 2021. Companhias como a Kia Motors, a Acer, a JBS e outras foram afetadas pelo sequestro de dados, que se torna mais inteligente. O roubo aproveita falhas novas, com o apoio de exploração de ataques zero-day, para ser praticamente indetectável até por empresas que se preocupam com a segurança.

Caso não tenha um backup, a companhia pode sofrer bastante com a perda de seus arquivos e dados. Para lidar com os ransomwares, uma boa estratégia é continuar focando as atualizações dos sistemas e controlar bem os backups.

6. Ataques zero-day

Os ataques que aproveitam novas brechas, antes mesmo que a empresa consiga detectar, vão continuar em uma crescente. Para lidar com eles, Jonas Carvalho menciona sistemas de sandbox, uma ferramenta que coloca os arquivos suspeitos em um ambiente virtual de testes, para verificar se são mesmo maliciosos. Se forem, o sistema então alerta o next-generation firewall para efetuar o bloqueio.

7. Ataques DDoS

Outra ameaça constante que deve continuar como uma realidade em 2022 é o ataque DDoS. São investidas que visam interromper atividades e derrubar sistemas importantes, para prejudicar a continuidade dos processos das vítimas. Nesse sentido, são usados botnets e outros tipos de recursos para fazer requisições em massa e derrubar uma rede.

Uma das ações efetivas para mitigar ataques de negação de serviço é desviar o tráfego de rede para mitigação em nuvem. Depois, é importante implementar soluções que complementem a mitigação, contornando eventuais efeitos colaterais. A adoção do IPv6 é um aspecto que melhora consideravelmente a performance da rede.

Ataques cibernéticos permanecerão como uma ameaça relevante no ano de 2022, por isso, é importante já reforçar as barreiras. Pensar em cada golpe e saber como se preparar é o ideal, a fim de evitar que esses riscos se concretizem.

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Data de publicação:

04/01/2022

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